Raphael Ferreira

ARTES PLÁSTICAS

Entrelinhas 

Nas ruas das cidades cruzamos diversos signos, que carregados de signficados fogem à nossa compreensão. Nas relações interpessoais as máscaras sociais dissimulam a verdade e nos transportam para um mundo macio, onde a sinceridade se torna um verdadeiro algoz.

Alimentamos nossos egos, fazemos vista grossa ao que não nos convém e seguimos alienados em nossa zona de conforto.

Relações hermeticamente calculadas entram em colapso quando manifestações da verdade furam a bolha da ilusão e se fazem presentes.

Nas entrelinhas, indícios de realidade com sua dureza concreta ameaçam romper a barragem do bom senso.

 

Conspirações, revoluções, vanguarda…

Pontos de luz na matéria escura que se apresenta como o mistério do desconhecido assolam nossos pensamentos em suas inúmeras voltas e ressonâncias.

O ato falho entrega de repente.

Mão de Obra 

Belo Horizonte, a primeira cidade planejada do Brasil, uma metrópole de personalidade e que a cada dia se redescobre e expões seus vícios e virtudes. Um patrimônio em construção assim como seus filhos, que entre o material e imaterial firmam raízes e ramificam suas nuances.

Um canteiro de obras, um espaço de contrastes e de constantes transformações de formas, cores, imagens, sons e principalmente identidades.

Carnaval a gente vira realeza e fica tudo beleza (Intervenção urbana – Lambe)

Pendurados no varal do cortiço,

nos conjuntos,

nas mansões,

edifícios,

carnaval a gente vira realeza e fica tudo beleza…

Se dissolve no no caos uma nação que se perde nas trevas da exclusão;

Psicodelia Cosmopolita (Acrílica sobre tela)

O surreal e a psicodelia marcam com arte e mostram os limites do paradoxo da nossa existência. O feio e o bonito, o bem e o mal, o dia e a noite, o underground e o mainstream, o trabalho e a malandragem,o clima oculto e as imagens descaradas da nossa realidade cotidiana.


Ir além do concreto, além das pedras é transformar os lugares comuns em obras de arte.
Idéias surgem da rotina de vida e trabalho. Espaços urbanos, vida cotidiana, flanagens e devaneios servem de inspiração e compõem um repertório de cenas. Em cada pequeno espaço, partículas de um universo que se desdobra.